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Para seu Dossiê de Inclusão
A proposta de atividade desta unidade é uma continuação daquela inciada na unidade sobre a história. Busquem informações sobre suas escolas e redes de ensino onde trabalham, indicando se identificam a presença de alunos com deficiência ou necessidades educativas especiais nessas instituições. Elaborem um texto no qual vocês apresentarão os dados de uma escola específica, indicando total de alunos e docentes, etapas de escolarização, alunos da educação especial presentes (quais? quantos? com que tipo de atendimento?). Elabore um comentário que integre a realidade descrita e os pontos centrais que identifica nos textos lidos.
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Apresentação da escola
A escola foi criada em 21 de novembro de 1962, através do Decreto Municipal nº. 338/62 pelo então prefeito de Viamão, Frederico Dihl, através de atribuições legais e convênio firmado com o Governo Estadual e Secretaria Estadual de Educação e Cultura com o nome AULA PINDORAMA, localizada na rua Manoel de Almeida, nº. 261, no bairro Pindorama.
A Escola possui 312 alunos matriculados que se caracterizam por moradores próximos a escola, cujos responsáveis atuam na economia informal, na prestação de serviços, originando assim um poder aquisitivo baixo, tendo inclusive vários focos de renda indigna. Contudo, a comunidade é participativa e colaboradora engajando-se as propostas pedagógicas e sociais. Quanto à aprendizagem, os alunos apresentam níveis reflexivos, investigativos, que não deixam a desejar, onde destacamos: o trabalho esforçado do corpo docente, estando comprometido e engajado com a proposta política pedagógica da mantenedora, que estabelece uma relação de parceria e confiabilidade, promovendo assim, condições para a construção múltipla do saber coletivo e unilateral, mesmo com a defasagem de recursos pedagógicos mais modernos que despertem o interesse e a curiosidade do educando.
O atendimento aos alunos dar-se-á em dois turnos sendo direcionado em série e aos poucos transpondo conforme a lei para anos iniciais.
A proposta política pedagógica da escola baseia-se em promover um espaço para a continuação do conhecimento, através das relações no ambiente escolar onde pais, aluno, professores e funcionários adotem uma postura de sujeitos críticos e transformadores de sua realidade social.
O Conselho Escolar faz parte das decisões da escola estando sempre atuante.
A pratica pedagógica da Escola visa à preparação intelectual e moral dos alunos trabalhando conteúdos ligados à realidade social. Entende-se como tarefa primordial o desafio, a participação ativa de toda comunidade Escolar para que o aluno acredite na sua possibilidade de ir mais longe aumentando a sua experiência vivida.
Os professores e funcionários se reúnem semanalmente em reuniões pedagógicas e administrativas.
Há união conjunta dos pais e da Direção em efetuar reparos e melhorias sempre que possível.
A Escola, como um todo, procura sempre se empenhar para envolver no processo educativo todos os funcionários pais, pois se acredita que a Educação de forma integral somente acontecerá com a participação organizada e efetiva de todos para tanto é realizada reuniões de avaliações das propostas e práticas políticas pedagógicas.
Na escola em questão, atualmente há uma aluna com mutismo seletivo com 15 anos no 2° ano e 3 com atraso neurológico leve. A aluna e um dos alunos com atraso neurológico tinham acompanhamento no CIR (Centro de Integração e Recurso), porém as mães não levaram mais os alunos, pois as mesmas não percebiam “melhoras” nos filhos. Um ainda continua freqüentando o CIR e o CADEP. O outro faz acompanhamento com especialista particular.
Após ser questionada pela tutora Simone sobre as pautas das reuniões pedagógicas da escola onde atuo, se havia espaço para estudos sobre a educação especial, não lembro-me de tais assuntos nas reuniões, tampouco algum texto que pudesse elucidar este tema. Levei ao conhecimento da diretora da escola a lei 9394/96 artigo 59 párágrafo II que retrata a aquestão da adaptação do currículo para aqueles alunos que não conseguem atingir o mínimo de conteúdos necessários para obtenção do diploma, pois a aluna com mutismo seletivo já está no 2° ano há 8 anos. O interessante é que essa lei 9394/96 existe desde 96 e está ao alcance de todos. Essa criança poderia ser beneficiada há muito tempo, porém por ignorânia dos pais e falta de leitura das professoras este direito não foi gozado. Lancei este tema na reunião pedagógica da escola falando sobre a possibilidade do avanço da aluna para o ano seguinte, quase fui fuzilada pelos professores, pois querem que a aluna atinja os mesmos objetivos dos demais alunos sem necessidade especial. Confesso que fiquei muito frustrada em ouvir determinadas colocações de minhas colegas, porém as entendo, pois se eu não estivesse cursando o curso de pedagogia com certeza teria o mesmo pensamento.
Fui numa palestra sobre inclusão nas escolas ofertada pelo município de Alvorada. A palestra foi gerida por uma especialista em fonoaudiologia e neurologista falando sobre alguns casos específicos como DOWN. Num determinado momento da palestra questionei sobre a possibilidade de haver alguma lei que amparasse o portador de necessidade especial em relação ao avanço de seus estudos, a palestrante disse que desconhecia as leis. Confesso que com aquela resposta foi tirado um fardo das minhas costas, pois se uma especialista desconhece o que fica para nós professores, muitos só com o magistério.
Comments (1)
Simone Ramminger said
at 2:46 pm on May 11, 2009
Barbara apresentas uma descrição bem detalhada da escola onde trabalhas, bem como os alunos com necessidades educacionais especiais (NEE) que vocês atendem. Referes que "Os professores e funcionários se reúnem semanalmente em reuniões pedagógicas e administrativas." Os casos dos alunos com necessidades educacionais especiais são discutidos nessas reuniões? Tens na tua sala de aula algum aluno com NEE? Precisas ainda integrar o teu relato com os textos lidos (que estão muito interessantes!).
Dá uma olhada na tua postagem, pois algumas palavras que estão na margem esquerda estão cortadas.
Abraço, Simone - Tutora sede EPNE
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