Caros alunos/educadores, nesta unidade iremos estudar, refletir e debater a respeitos de vários aspectos relacionados aos serviços de apoio à inclusão escolar. Durante muito tempo as pessoas consideradas desviantes em relação à norma eram afastadas do convívio da sociedade e permaneciam em asilos ou sanatórios. No final do século XIX e começo do século XX foram criadas instituições asilares com fins educacional para as pessoas diagnosticadas como idiotas (hoje deficientes mentais). Após um período percebeu-se que essas instituições eram extremamente segregadoras e foram criadas as escolas especiais, às quais o alunos iam diariamente e, também, as classes especiais. Estas, com a ampliação do acesso da população à escolarização, ou seja, com o importante aumento do número de escolas, passaram a ser muito adotadas nas escolas públicas. A partir da segunda metade do século XX o movimento pela inclusão escolar vai questionar essas modalidades de atendimento e vai defender o ingresso de todos os alunos na escola regular. Como veremos, a entrada de alunos com necessidades educativas especiais nas salas de aula do ensino comum demanda uma série de mudanças na escola, a criação de mecanismos facilitadores da aprendizagem, a revisão de posturas e conceitos. Além disso, faz-se necessário a previsão do atendimento educacional especializado. Este caracteriza-se pela oferta de serviços educacionais prestados pela educação especial com o intuito de atender às necessidades educativas especiais dos alunos, organizados institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços educacionais comuns. Também envolve a construção de um espaço de interlocução entre todos os professores envolvidos com o aluno cujo o objetivo é apoiar também o trabalho desenvolvido pelos professores nas salas de aula.
UNIDADE DE SERVIÇOS
Atualmente estes alunos recebem passagem para o transporte e são encaminhados para escolas especializadas estaduais ou em outros municípios conveniados, não há registro na secretaria de educação de número de alunos portadores de necessidades especiais mas está havendo uma movimentação para conseguir esses dados .
Na escola onde trabalho não tem nenhum cadeirante ,aluno que utilize muletas ou DV (deficiente visual).Existem muitos alunos portadores de necessidades especiais mas não há um registro oficial,geralmente os casos são detectados pelo professor e encaminhados para a direção que depois encaminha para o CIR (Centro de Integração e Recursos).
CIR(Centro de integração e recursos)
É um projeto da Secretaria Municipal de Educação que acolhe alunos da rede com dificuldade de aprendizagem, portadores de necessidades especiais, inadequações escolares, inadequações sociais(sócio educativas) bem como a família destes.
Atua no município desde 1999,como Sala de Integração e Recursos,que situava-se dentro de uma escola da rede. Hoje chamado CIR (Centro de Integração e Recursos) tem uma sede própria e até a data está totalizando um total de 170 acolhimentos através de grupos operativos nos turnos da manhã ,tarde e intermediário . Sábados pela manhã acolhem as famílias subdivididas por escolas.
Contam com transporte exclusivo, caracterizando segurança e qualidade no deslocamento dos alunos para o centro. Percebem como desafio diário a real inclusão nos espaços de convivência, de evolução cognitiva e emocional, princípios básicos para realização dos seres humanos.
O centro conta com profissionais na área de psicologia, psicopedagoga e Educação Física, os acolhimentos ocorrem conforme necessidade latente com os seguintes objetivos:
- Leitura matemática - acolhe crianças na etapa operatória concreta que dominam os pré-requisitos da etapa anterior (seriar e classificar), objetivando a construção da leitura numérica, sinais e estratégias de ação lógica no cotidiano escolar e familiar;
- Coordenação motora - visa o aprimoramento da motricidade ampla e fina com o objetivo de equilibrar, sintonizar mente e movimento (os alunos deste grupo apresentam lacunas nessa área);
- Consciência fonológica - acolhe crianças avaliadas no nível 1,2 e 3 da hipótese de leitura e escrita,em construção dos significados simbólicos e elaboração dos fonemas, a leitura é global;
- Leitura e escrita - visa à compreensão e coesão através das idéias, através do pensar, levando a efetivação com autonomia nos registros gráficos;
- Raciocínio lógico - caracteriza-se na importância do desenvolvimento do pensar lógico,das possibilidades e estratégias que antecedem a ação de maneira a proporcionar desafios através de jogos,regatando o deseja e o prazer do brincar;
- Organização e expressão - os pré-requisitos iniciais ao grupos se dão a partir da codificação e decodificação dos símbolos da leitura e escrita priorizando autonomia de pensamento, argumentação e ação, tendo como horizonte o letramento;
- Individualizado - atendimento que objetiva construção primária ao grupo acolhido. Visa o desenvolvimento pleno do sujeito de acordo com suas subjetividades e especificidades;
- Construção do número - visa a eliminação do pensamento rígido para a flexibilidade da classificação, seriação e quantificação. Inclusão do número através dos materiais concretos e com significação durante a etapa operatória;
- Expressão e criatividade - aprimora a expressão bem como o incentivo à criatividade no seu sentido mais amplo,adequando comportamento nos ambientes nos quais nossos alunos fazem parte;
- Educação física - tem como proposta construir vínculos, integração, percepção de cada sujeito na sua singularidade, bem como no coletivo. Ampliar possibilidades de motricidade ampla, fina,expressão e percepção de auto-imagem,como reconhecimento através de jogos cooperativos;
- Horário intermediário - acolhe alunos na fase de adolescência com seus conflitos e inadequações, com o objetivo de auxiliá-los na formação de sua personalidade e valorização própria. Os desafios de próxima fase (adulta) sejam encarados como tais desafios.
Segundo a coordenadora do CIR, a faixa etária dos alunos acolhidos é variada e não é estanque, alguns dos critérios para acolher estes alunos são a multirepetência,prevenção e idade (cronológica diferente da mental).
Eles são encaminhados pelas escolas,neuropediatras,conselho tutelar ou CAPSI infantil ,não é estipulado um número "X" por aluno de cada escola ou setor e o tempo de permanência no tratamento segue o tempo da criança ,ou seja o tempo que ela necessita para desenvolver as potencialidades.
O centro recebe todo e qualquer material necessário para o desenvolvimento dos trabalhos, vindo da verba do FUNDEB,não possui acolhidos cadeirantes, DVs ou DAs, entre os diagnósticos atendidos temos : lacunas (déficit de aprendizagem,idade cronológica diferente da mental),dislexia, dislalia, disortografia,não aprendizagem(emocional/social),bloqueio emocional,questão social (abandono afetivo ),dificuldade neurológica(lesão) e outros.
Uma das metas a ser atingida, de acordo com a coordenadora, é a compra de materiais e contratação de pessoal qualificado para atender portadores de necessidades auditivas e visuais. Segundo ela é uma realidade não tão distante devido à construção da escola para atender estes e os outros alunos especiais que está em andamento.
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Este ano, nas escolas, estamos escolhendo os livros didáticos.
Navegando no site do FNDE, descobri que:
- Em 2004, com a Resolução nº 40, de 24/8/2004, ficou instituído o atendimento também aos estudantes portadores de necessidades especiais das escolas de educação especial públicas, comunitárias e filantrópicas, definidas no censo escolar, com livros didáticos de língua portuguesa, matemática, ciências, história, geografia e dicionários apropriados.
Livros em braille – A partir de 2001, o PNLD começou a atender, de forma gradativa, os alunos portadores de deficiência visual que estão nas salas de aula do ensino regular das escolas públicas com livros didáticos em braille.
Livros para a educação especial - Em 2004, com a Resolução nº 40, de 24/8/2004, ficou instituído o atendimento aos alunos da educação especial das redes pública e privada definidas pelo censo escolar. Na rede privada, somente recebem livros os estudantes portadores de necessidades educacionais especiais das escolas filantrópicas e comunitárias.
Entra neste site:
PNLD ou ligue: 0800616161, que cpm certeza terás as respostas. Eu também não sabia da existência dos livros e tampouco essa disponibilidade para as escolas. A minha escola também não recebeu qualquer livro destes.
Abraços
Comments (2)
Simone Ramminger said
at 2:34 pm on May 11, 2009
Barbara passei hoje pelo teu dossiê de inclusão e não encontrei a atividade referente aos serviços especializados existentes no teu município. Estás com alguma dificuldade? Se precisares de ajuda, faça contato.
Um abraço, Simone
Simone Ramminger said
at 5:34 pm on May 19, 2009
Bárbara essa era a proposta da atividade, registrar os serviços especializados oferecidos no teu município (podes deixar mais claro no texto qual é?) e o número de alunos atendidos em cada um. Sabes quantas vezes os alunos frequentam a CIR? É semanal, mensal?
Conseguiste ler o texto "Atendimento Educacional Especializado – concepção, princípios e aspectos organizacionais" de Alves e Gotti? Destaco um parágrafo do texto: "O atendimento educacional especializado diferencia-se substancialmente da escolarização. Deve ser oferecido em horário oposto à escolarização justamente para que os alunos possam freqüentar as turmas de ensino regular. Estas turmas, com alunos da mesma faixa etária, constituem ambiente adequado e desafiador para o desenvolvimento da socialização e construção do conhecimento. Cabe ressaltar a necessidade de que o atendimento educacional especializado se dê em interface com o trabalho desenvolvido na sala de aula comum." (p.76) Observas alguma relação entre o trabalho desenvolvido nessas instituições de Alvorada com o da tua escola?
Sugiro que registres a fonte de onde tiraste as informações que estão nesta página.
Um abraço, Simone
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